terça-feira, 24 de março de 2015

Uma Conversa sobre Apicultura com Afonso Silva

O Afonso Silva tem um método engenhoso, muito particular, de fazer abelhas-rainhas, que captiva qualquer um.
É fácil, é barato, produz excelentes resultados. 
Por essa razão, não podia deixar passar a oportunidade de trazer o Afonso Silva cá ao Norte, para que possa partilhar o seu interessante método de criação de de rainhas, connosco. E mais não precisaria de dizer.


No entanto, quando se juntam dois apicultores, a conversa acaba, invariavelmente, nas abelhas e, há dias, tivemos a oportunidade de conversar e achei que esta conversa seria uma excelente introdução ao Afonso e à sua experiência. Aqui fica ela:

Afonso, como descobriste a apicultura?
Iniciei-me na apicultura, numa tarde de Maio, por mero acaso. Foi há tanto tempo, que já nem me lembro quando aconteceu.
Enquanto curava a batata para o míldio, lembro-me de ver os meus companheiros desatarem numa correria estrada abaixo. Um deles tinha, já, 60 anos - foi a única vez que me lembro de o ver correr!
Era um enxame, de tamanho mediano, que resolveu pousar no muro de pedra da propriedade. Fiquei, curioso. Fui-me aproximando. Lembrei-me que tinha uma colmeia artesanal, que me tinha sido oferecida em troca de alguma lenha, guardada na garagem, havia mais de 1 ano.
Fui buscar a colmeia, coloquei-a ao lado do enxame e fiquei fascinado a vê-las entrar.
Passado pouco tempo, recolhi um segundo enxame para dentro de um barril.
Assim me iniciei!
O curioso é que, na minha zona (Sobral de Monte Agraço), a apicultura era escassa e, durante mais de uma década, era raríssimo ver um enxame.

 

Um início auspicioso!
(Risos) Mais ou menos. Durante um ano, viveram, ambos, no terraço da minha avó. Ia vê-los, a cada semana. Os dois enxames acabaram por sucumbir ao segundo Inverno, já próximo à Primavera. Esse foi o motivo que me levou a querer saber mais sobre apicultura. O primeiro livro foi-me oferecido. Depois, veio um segundo, e mais, e mais. E muito, muito estudo sobre as abelhas.
Nesse segundo ano comprei 3 núcleos, que evoluíram e se tornaram 4 enxames preparados para invernar. Tirei os meus primeiros oito quilos de mel!!


Correu melhor, dessa vez?
Sim! As coisas foram acontecendo, naturalmente, e os quatro enxames passaram a oito, e depois a doze... Quando tive que deixar Portugal, por motivos profissionais (o Afonso é engenheiro mecânico), tinha vinte-e-quatro enxames e imensa sede de aprender!
A tua saída de Portugal causou alguma interrupção na tua actividade como apicultor?
Nem por sombras! Continuei a tentar aprender, visitando tudo o que podia, por essa Europa fora.
Quando regressei a Portugal, em 2012, ainda tinha vinte-e-dois enxames, mas alguns estavam em mau estado.



Mas não esmoreceste!
Estava decidido a viver da apicultura! Queria fazer uma apicultura onde os químicos fossem, apenas, o último recurso. Queria trabalhar com a Natureza a favor das abelhas.
Nesse ano, cresci, como apicultor, de vinte-e-dois para setenta enxames. No ano seguinte, passei de setenta a cento-e-vinte (e com alguns núcleos vendidos).
Este ano conto invernar duzentos enxames, vendendo, pelo menos, outros 50. Talvez inverne mais de duzentos...


Como tens lidado com a varroa?
Tenho tratado a varroa com ácidos orgânicos, sumo de limão e óleos essenciais de plantas. Este ano, a título extraordinário, devido ao Inverno atípico, que gerou uma quantidade anormal de varroa, interrompi este ciclo pela primeira vez em cinco anos e usei um tratamento químico.
Para mim, os tratamentos convencionais são a excepção, e não admito utilizá-los frequentemente.

O que te levou a partilhar o que sabias sobre os tratamentos biológicos à varroa?
Tento ensinar a outros aquilo que vou a aprendendo com os meus "mestres apicultores", pois acredito que apenas o Conhecimento pode mudar a nossa apicultura para melhor.


Como te vês como apicultor?
Não sou um apicultor intensivo, mas também não sou um pequeno apicultor. Sou alguém que acredita poder viver, profissionalmente, em torno das abelhas e poder ter uma excelente qualidade de vida, próximo à família.
Acredito muito na qualidade do produto final, e acho que o apicultor pode, e deve, entender a abelha e as suas necessidades, a fim de lhe proporcionar tudo o que ela necessita. Se as tratarmos bem, elas também cuidarão de nós!!
Gosto muito da apicultura fixa, sem stress. Quero ter, apenas, a quantidade de colmeias que de possa cuidar. Mais vale uma colmeia bem cuidada do que duas mal tratadas.




Podias, em duas pinceladas, descrever a beleza e as vantagens do teu método de criação de rainhas?

Sim, claro.
1.º - Utilizo muito menos material específico de criação de rainhas, o que torna o método muito mais barato;
2.º - As rainhas são extremamente bem alimentadas, logo serão rainhas de 1.ª qualidade, em tudo semelhantes a rainhas de substituição natural;
3.º - O aproveitamento do material standard que temos ao nosso dispor;
4.º - Para quem vê mal, ou quer um método natural sem recurso ao picking, a solução é rápida, barata e permite produzir 30 rainhas sem grande investimento.


E como encaras este novo “Workshop de Criação de Rainhas com Afonso Silva, em Paredes”?
Vou aí ao Norte, a Paredes, com o intuito de "descomplicar e desmistificar" a arte que é fazer boas rainhas! Rainhas acessíveis ao pequeno e médio apicultor, sem necessidades de grandes investimentos. São as minhas "Rainhas de 7 tostões": fáceis, baratas e de 1.ª qualidade.
Espero que gostem!


segunda-feira, 23 de março de 2015

Rainhas de 7 Tostões - Workshop de Criação de Rainhas

Onde: em Paredes  
Quando: 3, 10 e 17 de Maio de 2015
Com quem: Com o apicultor e formador em apicultura Afonso Silva 

Para quem: para todos os interessados em criar as suas próprias rainhas.  
Custo: €70,00  
Organizado por: TimberBee

Para mais informação contactar Miguel Leal:
miguel.timberbee@gmail.com ou 91 376 2626.


Criar rainhas?
Quer sejamos apicultores profissionais ou apicultores de tempos livres, a perda ou quebra de fecundidade de uma abelha-rainha de qualidade são problemas com que frequentemente nos deparamos e aos quais temos que dar solução.
A solução mais lógica e mais eficaz é  termos a nossa própria criação de rainhas!
Por outro lado, termos a nossa própria criação de rainhas permitir-nos-á diversificar o nosso projecto apícola e obter um rendimento adicional.

Conteúdos:
Neste workshop, os formandos aprenderão a criar as suas próprias rainhas de um modo simples, económico e sem recurso a ferramentas especializadas..


Orgânica do Workshop:
Este workshop estende-se ao longo de 3 Domingos consecutivos, de modo a que os formandos assistam e participem nos momentos críticos no processo de criação de rainhas.
As sessões terão lugar aos Domingos, das 9 da manhã às 5 da tarde, com parte teórica e trabalhos práticos no apiário.

No encerramento do workshop, cada formando levará consigo uma rainha para introduzir em colmeia ou núcleo.

Tentámos manter este curso a um valor módico para o participante: 70€.

Serão aceites até 16 formandos para este workshop. As inscrições estão abertas e já há manifestações de interesse. Pede-se aos interessados que preencham a ficha de inscrição que pode ser descarregada aqui.

No acto de inscrição, deverão ser transferidos 20€ para o NIB da TimberBee: 0035 0585 00045180 230 13.
 

Só assim a inscrição será formalizada e a frequência assegurada. Por favor enviem comprovativo de pagamento para o miguel.timberbee@gmail.com.

Os restantes 50€ serão pagos no primeiro dia do curso.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Workshop de Apicultura com Miguel Leal

Onde: em Paredes  
Quando: início a 6 Março (à noite), prolonga-se até Junho de 2015
Com quem: Com o fundador da TimberBee, Miguel Leal  
Para quem: para aqueles que, não tendo experiência em apicultura, ou tendo pouca experiência, gostariam de ganhar competências para poderem ser capazes de gerir as suas próprias colmeias, ou a sua exploração apícola, com confiança.  
Custo: €130,00  
Organizado por: TimberBee

Para mais informação contactar Miguel Leal:
miguel.timberbee@gmail.com ou 91 376 2626.


O que é ser Apicultor?
A apicultura pode ser um dos passatempos mais gratificantes e uma das mais belas profissões mas, para mim ser apicultor é, acima de tudo, ser um protector das abelhas e da Natureza.

É passar agradáveis momentos ao ar livre, em comunhão com o insecto mais fascinante do Planeta, e com a Natureza.
É estar mais desperto para o desenrolar do clima e das florações - enfim, da Natureza - ao longo do ano.

É ter mel na minha mesa, com a certeza absoluta que fiz tudo ao meu alcance para respeitar as abelhas que o fizeram, e a pessoa que o irá consumir.


A abelha faz parte de um dos mais importantes grupos de seres-vivos do Planeta: os insectos polinizadores. A eles devemos um terço dos alimentos de que nos alimentamos, mas, também, o Planeta Terra que conhecemos.
Se pensarmos bem, nos últimos 100 milhões de anos, os insectos polinizadores e as plantas com flor (a esmagadora maioria das espécies de plantas na Terra) evoluíram em conjunto. Um ajudou o outro a evoluir até ser o que é, hoje. Um precisa do outro para continuar a existir. Se retirarmos os insectos polinizadores da equação, o Planeta Terra terá que se re-inventar e dificilmente haverá um futuro para os seres-humanos.

E agora, mais do que nunca, a abelha precisa de da nossa ajuda. Nenhum apicultor responsável e consciencioso será a mais.


Conteúdos:
Neste workshop, que se prolongará por 4 meses, os formandos terão o seu primeiro contacto com as abelhas e com a colmeia; aprenderão a distinguir obreiras, zângãos e rainhas, ficarão a conhecer o ciclo de desenvolvimento e as funções, no enxame, de cada destes elementos, aprenderão a aplicar os ovos conhecimentos sobre a biologia e ecologia da abelha na planificação das suas intervenções na colmeia.

Aprenderão a identificar doenças e saber o que fazer quando os problemas acontecem.

Aprenderão a planificar a logística da sua exploração.
Aprenderão sobre os diferentes produtos da colmeia e como os produzir e valorizar.

E, finalmente, chegará o dia da graduação: cresta, ou colheita do mel! Este será um dia de celebração!


Orgânica do Workshop:
Este workshop seguirá o formato do workshop de 2014, que se distribuiu ao longo de vários meses, dando aos formandos a oportunidade de, ao longo da formação, acompanhar o desenvolvimento de vários enxames e da prática apícola.
As sessões terão lugar à Quarta-feira à noite, e aos Sábados de manhã. Haverá um mínimo de 6 sessões nocturnas e um mínimo de 3 sessões práticas em apiário.
Aos formandos será, ainda, oferecida a oportunidade de acompanhar o formador em vários trabalhos no apiário ao longo do ano.
Tal como com os workshops anteriores, haverá uma ênfase em práticas de apicultura naturais e em maior sintonia com a ecologia da abelha e com a Natureza.

Tentámos manter este curso a um valor módico para o participante: 130€.

Serão aceites até 10 formandos para este workshop. As inscrições estão abertas e já há manifestações de interesse. Pede-se aos interessados que preencham a ficha de inscrição que pode ser descarregada aqui.

No acto de inscrição, deverão ser transferidos 40€ para o NIB da TimberBee: 0035 0585 00045180 230 13.
 

Só assim a inscrição será formalizada e a frequência assegurada. Por favor enviem comprovativo de pagamento para o miguel.timberbee@gmail.com.

Os restantes 90€ serão pagos no segundo dia do curso.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Workshop Avançado de Apicultura com Harald Hafner



Onde: em Paredes
Quando: 30 de Abril (Quinta-feira, à noite); 1 de Maio (Sexta-feira – feriado) e 2 de Maio (Sábado) de 2015
Com quem: Com o Mestre Apicultor Austríaco Harald Hafner
Conteúdos: Novas tendências na apicultura europeia; ler e interpretar a colmeia, identificar problemas e solucioná-los; métodos inovadores no controlo da Varroa destructor.
Para quem: apicultores que desejem ganhar mais confiança na sua prática apícola e obter respostas àquelas dúvidas que surgem durante o maneio, associadas à sanidade e desenvolvimento do enxame.
Custo: €60,00
Organizado por: TimberBee

Para mais informação contactar: Miguel Leal miguel.timberbee@gmail.com ou 91 376 2626.

Este workshop será dividido em três módulos:





Módulo 1. Novas Tendências na Apicultura (Centro) Europeia
Durante o último século, a Europa Central (nomeadamente Alemanha, Áustria e Suíça) tem sido um pólo importantíssimo da investigação  sobre as abelhas e a apicultura. Grandes figuras originárias desta região, que muito contribuíram para o avanço do conhecimento sobre as abelhas, como o Prémio Nobel Karl von Frisch, Friedrich Ruttner e Karl Kehrle (mais conhecido como Brother Adam, criador da abelha Buckfast), continuam a ser referência no mundo apícola internacional.
No presente, institutos universitários e escolas apícolas fundados por estes pioneiros e pelos seus discípulos continuam na vanguarda da investigação e no avanço do conhecimento sobre as abelhas.
Paralelamente, existe, nesta região da Europa, uma importante escola de apicultura natural, biológica e biodinâmica onde têm surgido novas tendências e avanços importantes para a apicultura mundial.
A palestra Novas Tendências na Apicultura (Centro) Europeia, apresentada pelo Mestre Apicultor Austríaco Harald Hafner, tem por objetivo oferecer uma visão privilegiada sobre as novas tendências e avanços neste activo pólo do desenvolvimento apícola e criar bases para um entendimento mais amplo no mundo apícola português.
Alguns temas em abordagem são:
  • Neonicotinóides e outras pesticidas – discussão dos últimos trabalhos sobre o tema;
  • Política agrária: em direcção a uma nova agricultura mais amiga das abelhas?
  • Paisagens apícolas – a nossa paisagem cultural e as abelhas;
  • Abelhas selvagens – um cosmos desconhecido e ameaçado;
  • Apicultura sustentável e natural;
  • Refúgios para a biodiversidade – jardins amigos das abelhas;
  • Apiários pedagógicos;
  • O local é o novo global (também na apicultura);
  • Apicultura urbana, vinda para ficar, ou moda passageira?
Duração: palestra nocturna  (2 horas: 21h00 – 23:00).






Módulo 2. Ler e interpretar a colmeia, reconhecer problemas e saber o que fazer durante a inspecção das colmeias
Qualquer apicultor já passou por isto: abrimos uma colmeia e, ao tentar interpretar o que se passa lá por dentro, temos mais perguntas do que respostas. O que se passa com o enxame? Está saudável, ou padecerá de alguma doença? Porque não se desenvolve? A rainha estará saudável? O enxame estará em vias de enxamear? Que intervenções deverei efectuar? Duvidamos da interpretação que fazemos, sentimos alguma insegurança sobre o que devemos fazer, em seguida.
Estas questões podem, por vezes, ser intimidatórias e causar dores de cabeças e insegurança, especialmente em apicultores com poucos anos (ou poucas colmeias abertas) de experiência.
Este módulo de um dia, predominantemente prático, habilitará o participante a ler e interpretar o que vê, a identificar os pontos mais importantes a considerar, e como aplicar essa informação na sua prática e na planificação dos trabalhos a efectuar.
O módulo será facilitado pelo Mestre Apicultor austríaco Harald Hafner e implicará a abertura de uma boa quantidade de colmeias, em vários apiários.

Duração: 1 dia completo (09h00 – 17:00)



Módulo 3. Varroa destructor: problema ou oportunidade para chegarmos a uma apicultura mais racional?
Trinta anos passados desde a sua chegada à Europa, o ácaro Varroa destructor continua ser a principal dor de cabeça do apicultor. Todos os anos, a morte de milhares de enxames é atribuída a este parasita da abelha melífera.
A maioria dos métodos de controlo do parasita tem por base uma estratégia unilateral que emprega agentes químicos que, por sua vez, desencadeiam uma série de efeitos não desejáveis e que comprometem a sua própria eficácia e a saúde da colmeia a médio e longo prazo.
No entanto, existe uma série de estratégias e técnicas alternativas que, tendo por base o conhecimento profundo da biologia e do ciclo de vida do ácaro e do seu hospedeiro (a abelha melífera), permitem o seu controlo sem que precisemos de usar químicos sistémicos.
Neste módulo, que trabalhará com a biologia, ciclo de vida, e a delicada interação da Varroa destructor com o ecossistema da colmeia, iremos explorar alguns desses conceitos e demonstrar diversas técnicas de controlo, incluindo métodos biotécnicos, e trabalhar em segurança com diferentes ácidos orgânicos.

Duração: 1 dia (09h00 – 17h00)


O curso promete e, para o seu sucesso contamos com o entusiasmo sem limites do nosso mestre Harald Hafner e com a sua fantástica capacidade comunicativa para nos captivar, elucidar, entusiasmar e encorajar.


Tentámos manter este curso de um fim-de-semana a um valor módico para o participante: 60€.

Serão aceites 16 formandos para este workshop. As inscrições estão abertas e já há manifestações de interesse. Pede-se aos interessados que preencham a ficha de inscrição que pode ser descarregada aqui.

No acto de inscrição, deverão transferir 1/3 do valor da inscrição para o NIB da TimberBee: 0035 0585 00045180 230 13.
Só assim a inscrição será formalizada e a frequência assegurada. Por favor enviem comprovativo de pagamento para o miguel.timberbee@gmail.com.


O restante será pago no segundo dia do curso.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A colmeia Perone II na TimberBee

Volta e meia aparece alguém a perguntar se lhe podemos construir uma colmeia que sai, um bocado, do normal.
Nós gostamos de desafios, e  havendo oportunidade, e estando, o cliente, disposto a recompensar, justamente, o nosso trabalho, abraçamos esses projectos e temos dado origem a peças verdadeiramente surpreendentes.
Sabíamos que era uma questão de tempo até aparecer alguém a perguntar se lhe podemos construir uma colmeia Perone II. Essa primeira encomenda foi o início de uma relação entre a TimberBee e a colmeia idealizada pelo apicultor argentino Oscar Perone, criador do conceito de Permapicultura.
Têm sido várias, então, as colmeias Perone II que têm saído da TimberBee.


A colmeia Perone II, segundo as especificações de Oscar Perone. A colmeia divide-se em duas partes: o ninho, ou parte das abelhas, e as 3 alças superiores, que deverão ser a única parte da colmeia intervencionada pelo apicultor. 
As dimensões interiores da parte reservada às abelhas são 57 cm de largura, por 57 cm de profundidade, por por 57 cm de altura, gerando um volume de 185,2 L.
As dimensões interiores da parte do apicultor são 57 cm de largura, por 57 cm de profundidade, por por 30 cm de altura, gerando um volume de 97,5 L.
Volume total = 282,7 L.
Na imagem podemos ver uma entrada inferior e outra superior, situada na primeira alça. Para quem está habituado à entrada das nossas colmeias convencionais (Lusitana, Reversível, Langstroth), com 38 cm de largura por 2,5 cm de altura, as entradas de uma colmeia Perone, com 5 cm de largura por 9 mm de altura, especialmente tendo em consideração que um dos objectivos desta colmeia  é albergar enxames extremamente grandes, podem parecer demasiadamente pequenas!
Em alguns casos, a encomenda vinha com a especificação que a entrada deveria ter dimensões bastante superiores!
A entrada superior, a propósito, destina-se a ser a entrada principal das abelhas enquanto estão a construir o enxame. Enquanto o enxame se encontra numa fase de crescimento, a construir os favos a partir das ripas superiores, torna-se mais prático para as abelhas usarem esta entrada superior e chegarem mais rapidamente ao enxame. A partir do momento em que o ninho se encontra preenchido, praticamente até ao fundo, começa a fazer sentido que as abelhas comecem a usar, também, a entrada inferior.
Tendo em consideração que o enxame pode demorar 2 anos até preencher o ninho, só então passando a encher as alças com mel, é minha opinião que não há necessidade de termos as alças colocadas na colmeia desde o início, e, como tal, talvez faça sentido que a entrada superior se situe na parte superior do ninho.


Nesta imagem podemos ver o topo da alça superior da colmeia Perone II. Conta com 16 ripas superiores, enquanto o ninho conta com 17! A partir destas ripas, as abelhas construirão, integralmente, os seus favos.
No fundo, tal como a Warré, a colmeia Perone II é uma colmeia Top Bar vertical. Simplesmente, esta tem dimensões colossais!
Segundo Oscar Perone, o enxame de dimensões colossais que vive numa colmeia deste tipo poderá gerar, num volume de alças de 97,5 L, mais de 100 Kg de mel numa época.
 
E falando em dimensões colossais, nesta imagem podemos ver uma colmeia Perone II junto a um núcleo Lusitano. Boa comparação, ou não?

É com grande expectativa que esperamos notícias dos enxames albergados em colmeias Perone II. Queremos saber como passaram o Inverno, e como evoluirão durante a nova época! Que resultados produzirá a Permapicultura em Portugal?

Uma nota: na TimberBee, por norma, não fazemos stock de colmeias Perone II, mas trataremos de as construir com a maior brevidade possível, depois da chegada de uma encomenda.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Os novos núcleos Lusitano e Reversível TimberBee

Não é que sejam acabadinhos de criar - na verdade, nasceram este Verão, e alguns já andam por aí, a albergar enxames que irão produzir muito mel no próximo ano, mas só agora é que os estamos a anunciar.
Porquê só agora? Bom, o tempo para me sentar à frente do computador e trabalhar no site, no blog e no Facebbok da TimberBee tem sido escasso!

A grande vantagem dos novos núcleos TimberBee é a sua versatilidade: podem ser utilizados para "engordar enxames" e como núcleos porta-enxames.

O núcleo Reversível e o núcleo Lusitano, lado a lado. De notar as entradas fechadas, com a porta metálica inox, perfurada, e o telhado Eco, que se fixa à colmeia através de molas de pressão.
A altura é superior à do núcleo anterior em 2,5 cm, para facilitar a introdução de enxames nus.

Vista do telhado Eco e prancheta de agasalho, com visor plástico branco.

A colmeia, aberta.

O telhado Eco e o interior do núcleo.

Vista do interior da colmeia, com os orifícios inferior e frontal, para ventilação.

O fundo consiste num painel de pinho, maciço, com uma abertura para ventilação. O painel é aparafusado ao corpo, para maior rigidez. Dois pés elevam o núcleo do solo.

O núcleo é feito, integralmente, em madeira de pinho com 2 centímetros de espessura, proporcionando maior leveza, relativamente aos núcleos convencionais.
Paralelamente, as asas (ou pegas) permitem-nos segurar o núcleo junto ao nosso corpo, exigindo menos esforço, da nossa parte, e facilitando o transporte.
A pega protege a abertura superior (para ventilação e eliminação da humidade no interior da colmeia) e a entrada da chuva.
A entrada é fechada por uma placa de aço inox perfurado, que também serve como tábua de voo.

Estes núcleos são fruto de uma evolução que contou com a colaboração de muitos apicultores que muito respeitamos. Como sempre, a opinião dos nossos clientes é tida na maior consideração, e é graças à sua valiosa colaboração que a TimberBee tem o enorme prazer de apresentar mais duas peças de que muito se orgulha. Muito obrigados a todos!

sábado, 27 de setembro de 2014

O Poder do Mel e da Própolis

Já há algum tempo que não actualizava este blog. Na verdade, penso que ando com alguma aversão à Internet! O que é péssimo, porque a Internet é um bom meio de estarmos próximos dos nossos clientes e amigos. Bom, tinha que ter uma boa razão para inverter a tendência! E tenho:
O projecto “O Poder do Mel e da Própolis”, desenvolvido no Colégio Terras de Santa Maria, em Argoncilhe, Santa Maria da Feira, venceu o 1.º prémio "Ciência na Escola”, da “Fundação Ilídio Pinho, a nível nacional, e até foi mencionado na primeira página do Diário de Aveiro.


Podem ler parte da notícia aqui.

Para a TimberBee, é um orgulho estar associada a este projecto desde o início, que também contou com a colaboração de um parceiro comum: a Quinta Pedagógica da Moita.

Durante a duração do projecto, os alunos fizeram uma visita ao apiário pedagógico da Quinta Ecológica da Moita, em Aveiro, onde puderam contactar com as abelhas em primeira-mão e extraíram mel. Já na escola, em laboratório, estudaram a biologia e morfologia da Apis mellifera iberiensis, fizeram análises ao mel da TimberBee, e fizeram cosméticos com mel, própolis e cera de abelha. Podem ler mais sobre o projecto na página dedicada, onde, também, poderão ver as imagens recolhidas durante a duração do projecto.

Aqui fica o vídeo do projecto:

Parabéns aos alunos e professores intervenientes neste interessantíssimo projecto, e claro, à direcção do colégio - estão de parabéns e receberam o troféu das mãos do Primeiro Ministro!